set 23 2019

Novo Decreto torna obrigatório uso do pregão eletrônico.

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Publicado hoje (23/09) no Diário Oficial da União, o Decreto n°  10.024/2019 traz novas regras ao uso do pregão eletrônico para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, revogando, portanto, os Decretos nºs 5.450 e 5.504, ambos de 2005.

Diversas novidades são instituídas pelo novo regramento, a exemplo da utilização do pregão eletrônico para contratação de serviços comuns de engenharia e sua obrigatoriedade pelos órgãos da administração pública federal direta, autárquica, fundacional e fundos especiais. Por terem regulamento próprio (Lei nº 13.303/2016) as empresas públicas e as sociedades de economia mista não se submetem ao supracitado Decreto, cuja vigência se dará a partir de 28 de outubro do ano em curso.

Oportunamente publicarei artigo trazendo detalhes do Decreto em comento, o qual poderá ser acessado por meio do link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10024.htm

 

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set 09 2019

Alterada forma de divulgação dos editais de licitações.

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Por meio da Medida Provisória nº 896/2019, publicada hoje (9/9) no Diário Oficial da União, foi alterado o regramento de divulgação das licitações promovidas pela Administração Pública.

A referida MP possibilita que os avisos de licitações, as convocações para atualização dos registros cadastrais,  as minutas dos editais e dos termos contratuais das PPPs, e ainda, os extratos editalícios do RDC, sejam publicados apenas em sítio oficial eletrônico oficial do respectivo ente federativo, facultado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, alternativamente, a utilização de sítio eletrônico oficial da União, conforme regulamento do Poder Executivo federal, desobrigando-os, portanto da publicação em jornais de grande circulação.

Vale lembrar que as MPs são normas com força de lei, editadas pelo Presidente da República em situações de relevância e urgência. Ainda que seus efeitos jurídicos sejam imediatos, necessitam ser apreciadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, a fim se tornarem lei ordinária. Sua vigência é de 60 dias e, caso não seja finalizada sua votação, será automaticamente prorrogada por idêntico período.

Acesse aqui a íntegra da Medida Provisória nº 896/2019.https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=8005046&ts=1568028068971&disposition=inline

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jun 18 2019

Concluído ciclo de cursos sobre “Contratos Administrativos”.

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Após capacitar mais de quatrocentos gestores públicos, foi encerrado o ciclo do curso “Contratos Administrativos”, ministrado pelo Prof. Eduardo Maia. O curso fez parte do Programa de Interiorização da Escola de Contas Públicas Professor Barreto Guimarães, vinculada ao Tribunal de Contas do Estado/PE.

O PROGRAMA
O Programa de Interiorização da ECPBG/TCE-PE, empreendido nas cidades de Arcoverde, Caruaru, Garanhuns, Surubim, Palmares, Petrolina e Recife, realizado durante o primeiro semestre de 2019, teve como finalidade aperfeiçoar o conhecimento dos gestores na matéria e propiciar as boas práticas na gestão pública.

Por meio das avaliações realizadas pela instituição promotora, os resultados alcançados foram plenamente satisfatórios.  “É necessário a quem trabalha com o tema manter-se atualizado, pois o assunto é bastante complexo”, affirmou um dos participantes da capacitação.

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jun 11 2019

I Jornada de Fortalecimento à Gestão Pública, conta com a participação de Eduardo Maia.

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Com o intuito de debater a eficiência da gestão pública, a Prefeitura de São Lourenço da Mata, por meio da Controladoria Geral do Município (CGM), promoveu nesta terça-feira (11). A I Jornada de Fortalecimento à Gestão Pública. O evento ocorreu no centro de convenções do Cine Royal, daquela cidade.

O evento contou com a participação do Controlador Geral Municipal, Felipe Silva, do Analista de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Eduardo Maia, o qual proferiu paletra sob o tema Controle da Admiistração Pública: Breves Considerações, e do Presidente do Fundo de Previdência de São Lourenço da Mata, Arlan Carvalho que falou sobre a Reforma da Previdência Social.

A mesa debateu sobre receitas, despesas, orçamentos, taxas, impostos e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019), que trata sobre a Reforma da Previdência. Ao final da palestra, os servidores e o público fizeram perguntas e tiraram dúvidas sobre o tema abordado.

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fev 06 2019

Afinal, de quem é a responsabilidade?

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Indubitavelmente a enorme parcela de responsabilidade da empresa Vale S/A perante a tragédia da barragem Córrego do Feijão, na cidade de Brumadinho/MG, é inegável. Diria até ser a maior. Todavia, isentar o Estado brasileiro me parece um equívoco. Não me refiro a “bandeiras partidárias” ou a “ideologias políticas ou econômicas”, mas tão somente ao que preceitua a Constituição Federal do Brasil. Neste sentido, proponho uma atenta leitura ao que dispõe o Art. 225, da nossa Carta Magna, sobretudo os incisos IV e V, contidos no § 1º, in verbis:

          Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

          § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:

          (…)

          IV – Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

          V – Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

A Política Nacional de Segurança de Barragens, instituída pela Lei nº 12.334/2010, estabeleceu regras para a acumulação de água, de resíduos industriais e a disposição final ou temporária de rejeitos. Também é determinado que a Agência Nacional de Águas / ANA é a responsável por organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), promovendo a articulação entre os órgãos fiscalizadores de barragens e coordenando a elaboração do Relatório de Segurança de Barragens, acerca de qualquer inconformidade que implique em risco imediato à segurança ou qualquer acidente ocorrido nas barragens. A Agência Nacional de Águas/ANA, criada pela Lei nº 9.984/2000, é a agência reguladora, entre outras, pela emissão e fiscalização do cumprimento das normas, em especial as outorgas, e também é a responsável pela fiscalização da segurança de barragens por ela outorgadas.

Por meio de relatório, a “ANA” traz alguns dados, referentes ao ano de 2017, que melhor espelha a situação em comento, senão vejamos:

  • Apenas 3% das 24.092 barragens cadastradas no país, efetivamente foram vistoriadas;
  • O número de barragens fiscalizadas, sofreu um decréscimo de 16%, comparado ao ano anterior, perfazendo o montante de 780 monitorações de barragens;
  • O número de estruturas classificadas simultaneamente nas categorias de risco e dano potencial associado altos aumentou, passando de 695 para 723 no mesmo período;
  • Dados do Relatório de Segurança de Barragens de 2017, publicado no ano passado, apontam que Agência Nacional de Mineração/AMN, é responsável pela fiscalização de 790 barragens de rejeito espalhadas pelo País. O trabalho de fiscalização, porém, limitou-se a apenas 211 vistorias ocorridas em 2017, o que equivale a 27% dessas instalações.

Considerando as informações supracitadas, não me parece adequado interpretar as tragédias ocorridas como algo “inesperado” ou “a margem do Estado brasileiro”, haja vista a premente necessidade em se redefinir as políticas públicas ambientais, por meio de, entre outras, o fortalecimento das ações de fiscalização.

Um Estado enfraquecido, fragilizado, exclusivamente à mercê das vontades do mercado, põe em xeque a sua soberania e o interesse coletivo. Oxalá não venhamos a ser assim.

Concluo, indagando a todos nós (a mim, inclusive): Qual a nossa parcela de responsabilidade na tragédia ocorrida, quando corroboro com políticas públicas precárias e vulneráveis, ou ainda, quando me interesso, apenas, por tratativas rasas sobre aquilo que, de alguma forma, impacta na minha vida e na do meu próximo?

 

Artigo publicado no Blog de Jamildo https://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2019/01/30/afinal-de-quem-e-a-responsabilidade/

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dez 11 2018

Declaração Universal dos Direitos Humanos:  O que há em sua essência? 

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Eduardo Maia

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos ainda traz consigo algumas inverdades, por parte de alguns mal informados (ou mesmo mal intencionados), os quais buscaremos desmitificar, adiante.

A origem da “DUDH” nasce a partir da necessidade de as nações emergentes como potências no período pós-guerra, liderados pelos Estados Unidos e a então União Soviética, delineassem as bases promotoras de uma futura paz mundial, fortalecendo as democracias, em detrimento ao caos e aos abalos gerados pelo nazismo e fascismo.

A propósito, os valores e ideais do Documento Universal em comento, remontam desde a história antiga quando, em torno do ano 539 a.C, foram delineados por Ciro, o Rei da Pérsia, os primeiros registros de uma declaração dos direitos humanos. Sob a influência das teorias da Lei natural, trazidas da época do Iluminismo, a Inglaterra (1689), a França (1789) e os Estados Unidos (1791) adotaram em seus sistema jurídicos, Declarações de Direitos Individuais.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos serviu como base para o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, ambos com esteio de cunho legal e nas feituras das Cartas Constitucionais da maioria das nações, inclusive a nossa, a qual garante a igualdade “perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” (Art. 5°). Além disso, garante que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” (Art. 5º, III) e que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente” (Art. 5º, LIII) e assegura “aos presos o respeito à integridade física e moral” (Art. 5º, XLIX), dentre outros.

Tratam-se de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais universais, indivisíveis e inalienáveis. De forma simplória, tem-se que são válidos para TODOS, que sob nenhuma circunstância podem uns ser respeitados, mas outros não, e que ninguém pode perdê-los, independente do que tenha feito ou venha a fazer.

É necessário que se diga que os direitos humanos são frequentemente vistos como base fundamental do progresso e da própria democracia,

Ainda que possua um sistema de normas das mais pujantes para a proteção desses direitos, na prática o Brasil é um Estado que as viola sistematicamente.

Tratemos, pois, em desconstruir alguns dos mitos que, como já disse anteriormente, permeiam o imaginário daqueles que não trazem consigo o conhecimento necessário sobre o tema, ou ainda, se incubem de fantasiar o assunto de maneira escusa.

Quem defende os direitos humanos é a favor de não prender criminosos

O alcance deve ser para TODOS. Ter direitos implica em ter deveres, isto é, justiça não pode ser conduzida com passionalidade, nem tão pouco confundida com vingança. Faz-se necessário buscar identificar o que, em geral, motiva violências e perceber as razões que a promovem (racismo, segregação, segmentarismo, totalitarismo, ausência de dignidade – educação, saúde, habitação, entre outras);

Direitos humanos são para bandidos.

Não há direitos especiais para criminosos, estabelecidos na DUDH. A Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece garantias para TODOS;

Inexistem direitos humanos para policiais e para a família das vítimas de violência.

Como disse anteriormente, direitos humanos são universais e inalienáveis, isto é, ninguém pode perdê-los. Policiais, suas famílias e as famílias vitimadas são igualmente detentoras de direitos tal qual quaisquer outras pessoas;

Direitos humanos possuem viés esquerdista.

A Declaração sob análise não necessita ser ratificada. Isto significa que ela não possui caráter vinculante. TODOS os 196 países membros da Organização das Nações Unidas sinalizam a sua aceitação quando se filiam à organização. Dos nove grandes tratados internacionais que codificam os princípios contidos na Declaração em comento, todos os países membros da ONU ratificaram pelo menos um.

Diversas nações, cujos governos são de centro-direita têm os direitos humanos como valores importantes, a exemplo da Alemanha, em que os direitos humanos constituem um elemento basilar na construção de sua identidade nacional, devido às traumáticas violações em massa durante o regime nazista, e que reflete, mais recentemente, na decisão de acolher o grande fluxo de refugiados.

Vê-se, portanto, que o problema não parece ser a existência de Direitos Humanos, mas a sua não efetivação, isto é, a não aplicação dos mecanismos previstos na Declaração Universal. Algo como estar enfermo, possuir a medicação e não aplicá-la ou utilizá-la em dosagens erradas.

 

Eduardo Maia é Analista de Controle Externo do TCE/PE, à disposição do MPPE, graduado em Direito e Administração de Empresas, especialista em Direito Administrativo e Administração Pública, Prof. em Pós-graduação da UPE/FCAP.

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ago 02 2018

Eduardo Maia participa de formação prático-profissional em Transparência, Accountability, Compliance, Boa Governança e Princípio Anticorrupção

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O Prof. Eduardo Maia, participou do I Módulo do Advanced Studies Program Transparência, AccountabilityCompliance, Boa Governança e Princípio Anticorrupção, realizado no período de 23 a 27 de julho, na cidade de Recife (PE).

 

O ADVANCED STUDIES PROGRAM
Objetiva promover no seio das instituições públicas e privadas a consciência da necessidade de transparência, accountability e combate à corrupção nas relações individuais, coletivas e institucionais, além de fomentar uma reflexão acerca da natureza, conceito e consequências da corrupção, sob um prisma filosófico-histórico-jurídico, possibilitando o intercâmbio entre pesquisadores e profissionais do Direito e áreas afins sobre práticas de boa governança. Busca, também, incentivar a prática da Transparência como meio eficaz de controle social no combate à corrupção e compartilhar e adotar práticas eficientes de sistemas de boa governança para instituições públicas e privadas, através da formação prático-profissional dos participantes do curso na implementação de medidas de combate à corrupção nas respectivas instituições públicas ou privadas em que exerçam suas atividades.

 

IUS GENTIUM CONIMBRIGAE E O FCL LAW
O programa é uma iniciativa do IUS GENTIUM CONIMBRIGAE (CENTRO DE DIREITOS HUMANOS – FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA/PORTUGAL) em parceria com o FCL LAW (INSTITUTO INTERNACIONAL DE PESQUISAS E ESTUDOS JURÍDICOS EM LIBERDADES CIVIS FUNDAMENTAIS), cuja realização se dá em 2 módulos presenciais, com aulas, palestras, debates e avaliações, sendo um módulo realizado em Recife (PE) e um módulo internacional em Coimbra, Portugal, o qual abordará, sob o prisma acadêmico-científico, bem como prático-profissional, diversos temas ligados às áreas de transparência, accountability, boa governança, e o princípio anticorrupção, destacando-se:

  • Paradigmas e construções filosófico-teológicas sobre a Corrupção;
  • Natureza, conceito e consequências da corrupção sob uma abordagem multidisciplinar
  • O Princípio Anticorrupção: Dimensões Constitucionais e Jurídico-Internacionais
  • O Princípio da Transparência no contexto da Governança Corporativa
  • O Tribunal de Contas e a Boa Governança
  • Dimensões jurídico-constitucionais da boa governança financeira pública
  • O princípio da accountabilitypública ou da responsabilidade em sentido amplo
  • A Lei Anticorrupção e a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas
  • Corrupção e suas interlocuções com as Teorias da Regulação, o direito dos contratos e arbitragem internacional
  • Tendências e ações no combate à corrupção e integridade organizacional
  • Estratégias de combate à corrupção no direito nacional e internacional
  • Sistemas de Compliancenos setores público e privado
  • Desafios e novas tendências do Due Diligencede Terceiros
  • Controle financeiro interno da Administração Pública

 

CORPO DOCENTE
Renomados professores integram o corpo docente, a exemplo de:

Prof. Jónatas Machad
Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Christoph Stückelberger
Professor de Ética na Faculdade de Teologia da Universidade de Basel/Suíça; Diretor Executivo e Fundador da Globethics.net, uma rede global sobre ética com sede em Genebra. Membro do Conselho Científico do Economic Strategies Academic Business Journal, Moscow/Russia e do Ramon Llull Journal of Applied Ethics, Barcelona

Prof. João José Nogueira de Almeida
Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra nas áreas de Ciências Jurídico-Económicas. Mestre e Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Prof. Douglas Stravos Diniz Moreno
Procurador Legislativo e Ouvidor Executivo da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, Advogado, Professor Universitário, Mestre em Direito Administrativo, Controle Interno e Boas Práticas Governamentais pela Faculdade de Direito da Victoria University of Wellingnton, Nova Zelândia e Especialista em Direito Público e Direito Privado pela Faculdade de Direito de Lisboa, Portugal

Prof. Ricardo Franceschini
Advogado. Sócio do escritório Franceschini Advogados. Professor de Pós-graduação no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPE). Coach Business pela Associação Brasileira de Coaching. Especialista em Compliance e medidas Anticorrupção.

Profa. Zephyr Teachout
Professora Associada titular de Direito da Fordham Law School (EUA). Professora na Universidade de Duke e Universidade de Vermon (EUA). É bacharela em Artes pela Universidade de Yale, Mestre em Ciência Política e Doutora em Direito pela Universidade de Duke. Fundadora da Liga Antitrust. Ex-diretora da Sunlight Foundation, organização que promove a transparência e a responsabilidade no governo. É autora do livro “The Anti-Corruption Principle (O Princípio Anticorrupção).”

Prof. Carlos Filipe Preces Ferreira
Procurador da República do Ministério Público de Portugal, responsável pelas investigações do Processo “Face Oculta” que condenou empresários e políticos e empresas por lavagem de dinheiro, corrupção política e evasão fiscal

Prof. Wellington Saraiva
Procurador Regional da República – Ministério Público Federal/MPF. Coordenador da Assessoria Jurídica Constitucional do Procurador-Geral da República. Membro do Grupo Executivo da Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério Público Federal.  Representante do MPF na Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA). Coordenador do Grupo de Trabalho do MPF sobre Convenções Internacionais de Combate à Corrupção. Integrou o Grupo de Trabalho do MPF para Combate aos Crimes Financeiros e de Lavagem de Dinheiro. Mestre em Direito pela Universidade de Brasília.

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jun 20 2018

Decreto  nº. 9.412/2018: Atualização dos valores das modalidades de licitação

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Por Eduardo Maia

Através do Decreto nº. 9.412/2018, o Poder Executivo Federal atualizou os valores das modalidades licitatórias, previstos nos incisos I e II, do art. 23, da Lei nº. 8.666/93, os quais passam a ter a seguinte redação:

Art. 23. (…)

I – para obras e serviços de engenharia:

a) na modalidade convite – até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais);

b) na modalidade tomada de preços – até R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais); e

c) na modalidade concorrência – acima de R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais); e

II – para compras e serviços não incluídos no inciso I:

a) na modalidade convite – até R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais);

b) na modalidade tomada de preços – até R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais); e

c) na modalidade concorrência – acima de R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais)

 

O Decreto em comento, editado em 18 do mês e ano em curso, ampara-se no art. 120 da LLCA, in verbis:

Art. 120. Os valores fixados por esta Lei poderão ser anualmente revistos pelo Poder Executivo Federal, que os fará publicar no Diário Oficial da União, observando como limite superior a variação geral dos preços do mercado, no período. 

Sua vigência se dará em trinta dias após a sua publicação no Diário Oficial da União, ocorrida no dia de hoje, conforme dispõe o art. 2º, do aludido ato normativo. Isto nos leva a concluir que as licitações já em curso não são alcançadas pelos novos valores. Situação oposta dos certames instaurados a partir da vigência do Decreto. Semelhante condição aplica-se aos contratos administrativos.

Inobstante o diploma normativo ser silente acerca da atualização dos valores alusivos as contratações diretas, fulcradas nos incisos I e II, do art. 24 da LGL, é cediço o nexo entre as circunstâncias aqui tratadas. Portanto, a meu juízo, as hipóteses de dispensa de licitação em comento são receptivas a essência do Decreto nº. 9.412/2018.

Por fim, e antecipando-me a prováveis questionamentos acerca da competência e pertinência do instrumento disciplinar, associo-me aos que entendem ser privativa da União a capacidade constitucional para legislar sobre normas gerais de licitações e contratações públicas, cabendo aos demais entes da federação a possibilidade de legislarem acerca da matéria apenas de forma suplementar, por meio de normas específicas, à luz do que preconizam o art. 22, da Constituição Federal, assim como os arts. 1º e 118, da Lei nº. 8.666/93 e suas posteriores modificações, senão vejamos:

CF/1988

Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

(…)

XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III;

Lei nº. 8.666/93

Art. 1º.  Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços,inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

(…)

Art. 118.  Os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as entidades da administração indireta deverão adaptar suas normas sobre licitações e contratos ao disposto nesta Lei.

A mim me parece ser límpida a boa interpretação do art. 120, do supracitado Estatuto, transcrito anteriormente, quando fica evidenciado que ao Poder Executivo Federal é dada a prerrogativa de rever os valores aqui comentados. Quanto ao dispositivo regulamentar adequado, é de bom alvitre ressaltar que o Decreto tão somente atualizou os valores, cumprindo, portanto, o que já é previsto na predita Norma, inovada pela Lei nº 9.648/1998.

 

Eduardo Maia é graduado em Direito e Administração de Empresas, Pós-Graduado em Gestão Pública e em Direito Administrativo, Analista de Controle Externo do TCE/PE, atualmente à disposição do MPPE e Prof. em Pós-Graduação da UPE.

 

Leia a íntegra do Decreto nº. 9.412/2018

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mar 17 2017

“DICAS PARA CONCURSO” – 3a PARTE – DIREITO ADMINISTRATIVO

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VÍDEO “DICAS PARA CONCURSO PÚBLICO”

DIREITO ADMINISTRATIVO

LICITAÇÕES E CONTRATOS –3a. PARTE

PROF. EDUARDO MAIA – PARCERIA COM O SINDICONTAS/PE

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O VÍDEO https://youtu.be/PF2UbphTb-I

 

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mar 17 2017

“DICAS PARA CONCURSO” – 2a PARTE – DIREITO ADMINISTRATIVO

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VÍDEO “DICAS PARA CONCURSO PÚBLICO”

DIREITO ADMINISTRATIVO

LICITAÇÕES E CONTRATOS – 2a. PARTE

PROF. EDUARDO MAIA – PARCERIA COM O SINDICONTAS/PE

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O VÍDEO: https://youtu.be/fsOTY_jTGRM

 

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